DESAFIO O MARAVILHOSO BISTRÔ DO POLVO #06: COMENTÁRIOS

20/03/2018


Nosso desafio foi maravilhoso, conhecemos o universo culinário e desbravamos receitas novas tanto quanto os pronomes relativos. Nessa postagem, vocês conhecerão comentários que as histórias participantes receberam! Estão prontos?


VITTORIA CUNHA sobre:
O SABOR DA LEMBRANÇA 


O que mais gostou?
R.: Da maneira como o Alzheimer foi abordado

O que precisa ser melhorado?
R.: Falta de um momento impactante

Eis que estamos aqui de novo... você e a sua capacidade nata de me emocionar com poucas palavras, como sempre. O princípio, como você mesma disse, estava um pouco confuso. Mas era uma confusão coerente (essa frase não faz o menor sentido, então vou tentar explicar). Digo, eu vi a confusão da Aurora, que era muito palpável dada a riqueza da descrição e eu me senti como ela. Estava deitadinha na minha cama e pensando, juntamente da protagonista, "o que eu estou fazendo aqui?". E particularmente eu gosto demais quando acontece esse tipo de identificação da narrativa, me senti a própria Aurora, sem entender bulhufas do que estava se passando ali. Esse foi, sem dúvidas, o ponto alto da história. 

A ação e movimentação dos personagens, apesar de limitada em função do ambiente e do tamanho da história, foi muito fluida, o que também me agradou. Os diálogos foram curtos, mas muito impactantes. 

Você chegou a comentar que estava receosa de ter fugido do tema. Ao meu ver, o que aconteceu aqui está muito distante de uma fuga do tema. Você pensou completamente fora da caixa, trouxe uma história inusitada e com uma belíssima mensagem e que cumpriu com todos os requisitos do desafio. 

Confesso que senti falta de um clímax, embora não saiba dizer se essa é a expressão exata que eu gostaria de usar. Enquanto via a confusão da Aurora, estava a todo momento esperando que ela fosse embora (dada a confusão de não saber como havia ido parar lá) ou ao menos indagar quem eram aquelas pessoas. Também imaginei que talvez ela fosse ter um lampejo, relembrando de quando ela cozinhava para o neto. Esse momento de impacto (talvez essa sim seja a palavra certa) não veio, o que não interferiu na beleza da história, mas deixou ela um tanto morna. Não creio que seja um defeito, talvez se trate somente de encontrar algo diferente daquilo que eu estava esperando depois de ler a sinopse. 

Eu achei que a receita ficou um tantinho apagada, não que eu estivesse esperando medições ou uma narração detalhista sobre o modo de preparo. Mas gostaria de ter visto o Carlinhos trabalhando nela (talvez se a Aurora chegasse no restaurante no momento em que ele estava preparando a massa ou os colocando no forno). Mesmo assim, eu adorei o "ingrediente surpresa" e a forma como ele se conectou com o enredo, sendo capaz de trazer, ainda que momentaneamente, as memórias da Aurora de volta. Achei que uma sutileza sem igual! 

Sério, eu gostei bastante da história, soube que iria gostar só de ler a sinopse! Obrigada por mais um conto maravilhoso e delicado, como só você é capaz de fazer! Beijos, nos vemos em breve!



PRISCILLA PAIVA sobre: 
O MARAVILHOSO BISTRÔ DO POLVO


O que mais gostou?
R.: O clima de competição bem no estilo MasterChef, a riqueza de detalhes e referências em relação às receitas, a sua capacidade de contextualizar o protagonista e o clima entre ele e o Henrique.

O que precisa ser melhorado?

R.: A pontuação dos diálogos e o uso do verbo "indagou".

Olá, moço! Tudo bem? Espero que sim :-) 

O seu conto foi uma grata surpresa para mim e já adianto que gostei muito do clima de competição que imperou em toda a narrativa. Foi como assistir a um episódio do MasterChef e achei muito criativo e dedicado da sua parte detalhar absolutamente tudo. O contexto por trás do Bistrô do Polvo, as informações sobre a vida pessoal do protagonista, os jurados, o andamento da competição, a descrição de cada receita, tudo bem encaixado e transmitindo uma tensão crescente e muito saborosa de acompanhar. Simplesmente adorei o que li aqui! Foi impossível não torcer pelo Samuel, um personagem determinado, educado e fofo demais! Mas um ponto que achei sensacional foi que você não permitiu que ele ganhasse a competição em si (o que seria muito previsível e talvez até sem graça). Só que ainda assim ele ganhou de alguma forma, ganhou a vaga, a admiração dos jurados e do Henrique, testou os seus limites. Uma coisa não tem nada a ver com a outra (ou talvez tenha sim), mas o seu conto me fez lembrar do primeiro filme do Rocky, porque (spoiler) ele não ganha a luta, mas tem uma vitória pessoal muito importante: ficar em pé até o final dela. Foi essa a sensação que essa história me despertou, sério mesmo! O Sammy (adorei o apelido) não precisou vencer para ganhar, entende? Parabéns pela criatividade! 

Bom, sobre a receita (todas elas, na verdade), gostei muito que você detalhou tudo, os ingredientes, o preparo, a tensão dos concorrentes enquanto preparavam, mas de uma forma bem natural, sem soar cansativa, fazendo o leitor mergulhar mesmo no clima da competição culinária. Se eu não fosse vegetariana teria até ficado com fome. No final, com a receita do alfajor, aí sim fiquei com água na boca porque sou muito formiga! 

Os jurados foram sensacionais nos comentários, achei muito tenso em certos momentos e divertido em outros. Mais uma vez, foi impossível não lembrar de MasterChef quando eles estavam ativos na trama, falando com os concorrentes e especialmente com o protagonista. Bom, o que falar de Samuel e Henrique? Eu amei o esbarrão no começo e o retorno do chef depois, os diálogos entre eles, os olhares, achei muito shippável e super queria uma continuação abordando um possível relacionamento entre os dois ♥ Sério, achei que eles tiveram uma química enorme em tão pouco tempo e isso foi algo natural. #ShippeiHard 

Sobre os pontos a melhorar, às vezes você usou o travessão, mas em outras usou o meia-risca/hífen. Teve alguns problemas com o uso do ponto final também. Sugiro a leitura desse artigo super explicativo aqui ô: https://ligadosbetas.blogspot.com.br/2014/11/como-pontuar-dialogos.html

Em relação ao verbo "indagou", posso estar falando besteira, mas o uso que conheço dele é no sentido de perguntar, questionar algo. E você usou muitas vezes com outro sentido que acredito não se encaixar. Ele estava em falas afirmativas, em comentários, informações ditas, nunca para indicar uma pergunta. 

Para finalizar, gostei para caramba da sua escrita. A sua capacidade de detalhar tudo (exatamente tudo) e ainda assim deixar o texto fluído e envolvente foi algo que me prendeu do começo ao fim. Parabéns mais uma vez! Pelo conto maravilhoso e por participar do seu primeiro desafio do grupo ♥ 

Beijos de luz!



Vamos torcer por mais concorrentes nas próximas! ♥