DESAFIO MODUS MALEFICARUM #02: COMENTÁRIOS

17/11/2017


Nosso desafio foi maravilhoso, conhecemos as metáforas e desbravamos os rituais de magia. Nessa postagem, vocês conhecerão três comentários das histórias participantes ! Estão prontos? 


MARCONDES PEREIRA sobre:

O que mais gostou? R: Da descrição detalhada dos ambientes e do clima de tensão incessante da narrativa. 

Olá, li o seu escrito e vim deixar o meu comentário. Sua história é bem detalhada em termos históricos e descritivos, todavia mesmo com todos estes detalhes, você conseguiu criar um escrito envolvente e tenso em todo o seu desenvolvimento. O que é admirável.

Além de retratar algumas das muitas atrocidades religiosas, você também demonstrou de uma maneira bem compreensível como bruxas viviam e conviviam. Isso contribui positivamente para a riqueza histórica que você usa em todo o texto.

Uma sugestão que eu te dou é que você explore um pouco mais dos estados emocionais dos demais personagens, tendo em vista que você os faz com muita qualidade com a protagonista.

Sua narrativa é bem bonita em termos descritivos e também de vocabulário. Parabéns!


PRISCILLA PAIVA sobre:

O que mais gostou? R: A construção dos personagens, a forma como interagiram e contaram a história, o final e o Kurama! 

O que precisa ser melhorado? R: A pontuação de alguns diálogos e a formatação do capítulo.

Olá! Tudo bem?
Primeiramente, quero destacar que a capa chamou muito a minha atenção por ser algo simples e delicado com uma aura mística. Acho que cumpriu bem o papel de simbolizar a história ♥

A sinopse também está na medida certa, dá uma noção do que é a história, mas sem entregar o ouro, e desperta a curiosidade para a leitura. Uma das coisas que mais gostei na história foi da construção dos personagens, de como eles foram destacados cada um em seu respectivo momento e de como se entrelaçaram para fazer a trama acontecer. A interação entre eles, a forma como a Fenryll conheceu a Thabitha, como caminharam para o final, achei tudo muito envolvente, bem desenvolvido e gostoso de ler.

Também gostei da forma como você abordou a cegueira da Thabitha e o preconceito que a Fenryll sofre por ser mestiça, mostrando duas personagens fortes e cativantes. Então, no final, quando Fenryll vira aprendiz da sacerdotisa, eu entendi como uma grande vitória para a mestiça e um passo importante também para a Thabitta por ter conseguido o que almejava. Foi algo lindo de ler e descobrir o desfecho.

Sobre os diálogos, eu gostei muito de como você "antecipou" certas falas, mostrando o personagem se perguntando tal coisa em pensamento primeiro, hesitando, depois tomando coragem e expondo esse algo. Deu um ritmo muito interessante às conversas porque incitou as perguntas em mim também, de uma maneira prévia, como se eu mesma quisesse fazer aquela pergunta.

Também achei que você construiu bem os diálogos, pois eles não ficaram nem longos nem curtos demais, tinham informações e sentimentos importantes contidos nas palavras e tudo isso ajudou história a evoluir, a ganhar forma, a se contar. 

Minhas únicas ressalvas nesse quesito é que em alguns momentos o verbo deveria ser em letra minúscula por ser dicendi e que faltou a vírgula depois de alguns gerúndios. Por exemplo nessa passagem: " - Eu estou com medo, Mohaylin. - Sussurou sentindo os olhos marejarem." Acredito que o correto é: "- Eu estou com medo, Mohaylin - sussurrou, sentindo..." E também faltou a vírgula para isolar alguns vocativos. Exemplo: " - Vamos Kurama!" e " - O que foi Fen?"

Outro ponto que você poderia rever é a formatação do capítulo. Falta o espaçamento dos parágrafos e seria legal dar um espaço entre uma cena e outra. Já que tem mudanças de ambiente e personagens ao longo da história, indicar isso de alguma forma ia deixar o texto mais organizado!

Voltando a falar das coisas que mais gostei... Kurama. Não posso deixar de mencionar esse "bichano" que nem conheço, mas que já amei na primeira aparição. Adoro esse aspecto de mascote/companheiro/companhia que desempenhou e de alguma forma me lembrou a saga de livros "A maldição do Tigre" ♥ Teve algum tipo de inspiração ou estou viajando? Provavelmente estou viajando! 

E, por fim, o final. A fala final, para ser mais precisa. A revelação jogada no colo do leitor e que não deixou espaço para a reação da Fenryll. Se eu adorei? Eu amei! Amo esse tipo de final (kkkkk). Fiquei com cara de esquilo dramático e tudo! Ela não sabia e tomou spoiler, né? 

Well, acho que é isso. Meus parabéns pela história, pelo enredo, por como o desenvolveu de um jeito bem interessante, despertando a empatia pelos personagens, por ter seguido um ótimo ritmo e pela escrita excelente. Beijos! 


VITTORIA CUNHA sobre:

Are you ready for textão? Antes de tecer meus comentários, gostaria de fazer dois adendos. O primeiro é uma justificativa, cobrei tanto este conto no Facebook, mas acabei lendo-o somente hoje. Eu até poderia tê-lo feito antes, mas por conta da indicação da trilha sonora, só pude parar para ler no computador hoje. O segundo adendo é que eu estava bastante compenetrada no conto e por acaso olhei para a barra ao lado da página, tomando um susto ao ver que eu já havia passado da metade do conto. Eu fiquei tão cativada pela narrativa que nem percebi o tempo (e os parágrafos) passarem!

Vamos ao enredo. Meu jovem, QUE ENREDO FOI ESSE? Eu já admiro muito sua capacidade de elaborar sinopses instigantes e a melhor parte é que a história em si jamais deixa a desejar se comparado com a sinopse. A história vai evoluindo de uma maneira tal que você necessita de mais parágrafos e PÁ, a história acaba. Sei que é um conto, mas poxa, maldade viu, eu queria mais rs. Além do mais, eu jamais esperaria por esse plot twist, adoro essas reviravoltas, principalmente quando elas são totalmente imprevisíveis e me fazem gritar um "WHAT?" durante a leitura.

A música casou super bem com o conto, eu realmente adoro ler acompanhada de instrumentais e a inserção fica ainda melhor quando o autor indica a música, pois sabemos exatamente qual era o estado de espirito que ele quis imprimir na história. Inclusive tô escutando a música até agora, enquanto escrevo este comentário XD

Eu estava adorando o tom da conversa inicial entre a Maria e o sequestrador. Gostei do modo como você deu a ele um ar de Jack Estripador, mas senti falta de um nome. Sei que parece estranho um serial killer se apresentar, mas é algo mais de gosto pessoal mesmo, eu dou nome para tudo e para todos (na minha longfic aparecem mil cavalos ao longo da história e TODOS eles têm nome, então perceba aí a minha paranoia com isso kk).

Outro ponto que eu senti falta foi de uma mais explicação por parte da bruxa das motivações dela. A que se destinavam os feitiços dela? Por que ela jamais nutriu maiores sentimentos pelo próprio filho? Eu ficaria mais que satisfeita se o diálogo entre eles dois tivesse sido prolongado um pouquinho mais, pois fiquei realmente curiosa em conhecer mais dessa bruxa. 

Eu tenho muito apreço pelos meus textos, só posto quando realmente acredito que eles estão num nível adequado e que eu, como leitora, me sentiria instigada em ler. Ainda assim, tenho uma certa invejinha branca de você, pois suas histórias são sempre muito objetivas e ainda assim bastante instigantes. Já está na hora de investir mais nisso, pois se você publicasse um livro ele automaticamente estaria no meu carrinho de compras, sem demagogia. Não sei se você conhece, mas sua escrita me remete um pouco aos livros de contos do Stephen King, um dos meus autores favoritos. Se não conhece fica aqui a indicação do livro "Quatro Estações", em que cada estação traz um conto macabro digno do King.

Bom, acho que falei tudo que gostaria, falei até demais inclusive (como sempre). Espero ver mais e mais contos seus participando dos Desafios do Caneta Tinteiro, porque o desse mês definitivamente animou bastante um dia que para mim foi para lá de péssimo. Obrigada por isso e sucesso nos próximos trabalhos!


Vamos torcer por mais concorrentes nas próximas! ♥