DESAFIO MEMÓRIA DOS MORTOS #03: COMENTÁRIOS

18/12/2017


Nosso desafio foi maravilhoso, conhecemos os porquês e desbravamos as fases do luto. Nessa postagem, vocês conhecerão quatro comentários das histórias participantes! Estão prontos?


JÚLIO OLIVEIRA sobre:
QUANDO VOCÊ PARTIU

Sério, que final! É isso que dá esperança, afinal de contas. A morte não apaga tudo de bom que foi vivido e todo o amor. E você mostrou isso muito bem. É como eu li lá na casa da minha avó: "saudade é o amor que fica". Não sei especificamente onde vi isso escrito, mas pense numa verdade! 

E "verdade", essa é a palavra que transmitiu toda a sua obra ao longo dos capítulos! Foi algo tão honesto, o leitor sente como se fosse um desabafo/superação ao longo das palavras. Sinto que você deu o coração nesse desafio. Ainda que a quantidade de palavras seja pequena, os sentimentos presentes são grandiosos, e é isso que torna o texto rico, afinal. 

Mais uma vez: MEUS PARABÉNS! Demorei séculos para comentar, mas queria fazer realmente algo que estivesse a altura do seu texto. Nos vemos nos próximos desafios. Abraço! 


PRISCILLA PAIVA sobre:
O AMOR NOS MANTERÁ

O que mais gostou? R: Como mesmo em meio à dor e ao vazio, a personagem encontrou força para aceitar a perda e se agarrou às boas memórias que teve com o marido.

O que precisa ser melhorado? R: Nada.

Antes de mais nada, claramente eu fiz uma confusão no comentário anterior (inverti o que mais gostei com o que achei que poderia ser melhorado), desculpe! 

Olha, esse foi um desfecho perfeito para uma história perfeita. Novamente, pareceu que eu tinha lido um texto maior, pois, novamente, você soube utilizar muito bem as 200 palavras. Os questionamentos que a personagem se fez, a forma gradativa como você foi inserindo a aceitação, o simbolismo da foto sendo colada, a ideia final de que as memórias ficam, a citação do título da história cheia de significado, tudo isso ficou muito bem desenvolvido, amarradinho, tocante, maravilhoso mesmo. Foi algo tocante de ler e muito lindo apesar do tema triste.

Você transmitiu muita verdade ao longo do texto, o que deu coerência à história. Achei o texto coeso também, sem repetições ou trechos confusos, as ideias bem conectadas.

História maravilhosa ao cubo! Parabéns mesmo, moço! Abraço!


VITTORIA CUNHA sobre:
O TEMPO DAS CAMPÂNULAS

Pra começar, eu achei bastante interessante a opção de narrador escolhida. Quero dizer, é muito comum encontramos um narrador personagem ou um narrador onisciente. Mas a opção de descrever os fatos pela própria Morte, que não é exatamente um personagem, mas também não chega a ter onisciência muito incrível e inovador.

Uma coisa que me incomodou um pouquinho foi o fato da história ter ficado um tanto vaga. Entendo que você queira deixar um ar de mistério, mas acabou deixando a impressão de que faltava algo, como se estivesse faltando um capítulo. Eu realmente não compreendi o que houve com a Brianda que a morte precisava quase leva-la (perdoe-me se for falta de sagacidade minha). Também gostaria de saber qual a causa da morte do Adam e as circunstâncias. Compreendo que o espaço para produzir o texto era limitado, mas essas pontas soltas acabaram me deixando um tanto perdida, fazendo com que o texto perdesse um pouco da sua coesão. Quem sabe um dia você não consiga complementar essa história em um outro enredo, num outro desafio.

Foi bem coerente a evolução dos acontecimentos (ao menos os que ficaram compreensíveis para mim) e gostei bastante da analogia com flores para mencionar o recomeço. Adoro esse tipo de simbologia nas histórias que leio. Eu gostei da história com essas ressalvas e se fosse uma long, eu adoraria ser chamada para lê-la, já que é um tema que eu simplesmente adoro! Beijos, nos vemos em breve!


WESLLEY DE SOUSA sobre:
ADIV

Olá, Marcondes!

É sempre um prazer indescritível ler as suas histórias e principalmente agora que estamos ambos participando do terceiro desafio mensal do grupo CANETA TINTEIRO, o desafio de novembro "DIA DOS MORTOS" - que por sinal, excelente desafio! Reunir uma dupla de capítulos do gênero "Drabble" e uma dupla de capítulos "Doubble" e dentro desses desafios que estejam não somente condizentes dentro da narrativa que tem como premissa obrigatória a junção dos Cinco Passos do Luto, mas também executar de uma maneira inteligente os "Porquês" ao longo das histórias. Eu, honestamente, achei bem desafiador e bem empolgante fazer parte desse projeto. Iniciarei essa crítica pelos pontos negativos e o encerramento será sobre os pontos positivos e finalizando com considerações finais.

Eu honestamente senti que faltou um polimento maior na distribuição de pontuação ou a falta dela ao longo da história. Algumas frases que infelizmente acabam por repetir coisas como "Essa coisa E essa coisa E essa coisa" em vez de serem separadas com uma vírgula para tornar a leitura da narrativa mais "gostosa". Alguns eventuais momentos ocorrem de repetição de palavras, não são muitos porém como se trata de capítulos com poucas palavras, acabam sendo facilmente notáveis. Porém, de qualquer forma, são os únicos erros graves que eu acabei por passar os olhos e perceber, sendo estes os pontos de melhoria futura que você deva trabalhar em situações similares ou nos futuros projetos. Outra questão mas isso é mais por um ponto de preferência, não sendo necessário você levar isso em consideração como uma crítica é o quão "simples" e "previsível" a história acabou se tornando, trazendo-me um sentimento dela ter sido muito "simples" e um pouco "preguiçosa" - ou talvez menos ousada do que de costume dos seus trabalhos.

Nos pontos positivos, eu gostei como a história acabou por fluir de uma maneira bem tragável para mim em contraste a como ela era previsível, apesar dos pesares. Porque é um elemento de história que já está batido, ao menos em meus olhos, o desenvolvimento de uma perda familiar e o sofrimento que isso acaba por trás dentro daqueles que o amava e as consequências dessas perdas em nós, mas, apesar disso, ela foi uma história interessante de ler com mensagens interessantes a se passar - por mais que sejam elementos que saibamos bem, senti que foi bem executado todos os processos das etapas de luto que uma pessoa passa. Achei interessante a brincadeira com as palavras invertidas e condizentes com seus elementos narrativos contidos não somente pela história toda, como também nos capítulos isoladamente. Tornou tudo bem mais interessante do que poderia ser.

Considerações finais: Eu gostei dessa história, é talvez a criação menos ousada que eu vejo você produzindo mas que sem dúvida, deve ter sido um desafio e tanto dado as limitações importas sobre nós que acaba por gerar esse interesse e gosto por meter a cara a tapa e submeter-se a eles. Espero poder ver mais das suas criações no futuro.

Abraço.


Vamos torcer por mais concorrentes nas próximas! ♥