DESAFIO MAR DE TINTA #01: COMENTÁRIOS

01/10/2017


Nosso primeiro desafio foi maravilhoso, conhecemos neologismos e desbravamos os mares. Nessa postagem, vocês conhecerão dois comentários das histórias participantes, os melhores! Estão prontos? 


MARCONDES PEREIRA sobre:
JARDIM DOS POLVOS

O que mais gostou? R: Gostei das descrições dos ambientes bem como das culturas das criaturas marítimas 

Sua história é muito bela e rica em detalhes, Ceci. O que eu mais apreciei foram as descrições das culturas das diferentes criaturas marítimas (Polvos, dragões e outros animais marítimos) feitas em pormenores, porém a favor do andamento do roteiro. A temática de viver uma agradável ganhou uma ótima roupagem na sua narrativa, o que me lembrou um pouco dos vários mitos da mitologia Grega que tratam do mesmo tema.

A minha única sugestão de melhoria, é que você inclua em qualquer desdobramento desta história seres humanos que ajam de outras formas quanto aos animais fantásticos, pois sua história não é presa às dicotomias quanto bem e mal. Acho que seria interessante você aplicar este elemento aos seres humanos. 

Parabéns pelo escrito caprichado, fantasioso e deveras reflexivo.


VITTORIA CUNHA sobre:
HEDONÉPOLE

O que dizer de Hedonépole, esse lugar que mal conheço e já considero pacas? Achei interessante como a história te "confunde" um pouco, sem deixar claro se tudo aquilo é real ou se não passa de um devaneio do protagonista. Pode soar estranho, mas torna a existência de Hedonépole muito mais palpável e possível pra mim.

Achei uma sacada você não ter dado nome a ele. Não tem qualquer necessidade de identificá-lo, pois no final das contas o "homem trajando as roupas do mundo corporativo" pode ser qualquer um de nós. Quanto da nossa essência foi abandonada, quantos sonhos deixamos para trás para perseguir metas que não passam de números, sem ter um real significado em nossas vidas? O protagonista indefinido foi, sem dúvidas, a parte que mais gostei deste conto. Um detalhe que me incomodou um pouquinho durante a história foi o uso inadequado do pretérito mais-que-perfeito (vulgo verbos terminados em -ara). Não querendo ser a chata da gramática (mas já sendo), gostaria de dar um toque quanto a esse ponto. O uso desta conjugação destina-se a narração de um fato passado anterior a um outro passado (confuso, mas se tiver interesse você pode pesquisar mais). Como não é o caso da história, uma vez que o protagonista narra um passado simples, a melhor conjugação para isto seria o pretérito perfeito.

Se este efeito foi intencional, perdoe minha chatice, sei você tem liberdade poética para escrever como bem entender. Mas se foi um deslize não-intencional, tome isto como um incentivo para acertar das próximas vezes :)

Quanto a ambientação, você conseguiu algo um tanto inédito para mim e que me surpreendeu bastante. Mesmo sem usar muitos elementos descritivos, eu juro como me senti no Rio de Janeiro quando o protagonista deixa o prédio e vê o mar de cara. Detalhe: eu nunca estive no Rio de Janeiro na minha vida. Mas a sua narrativa me transportou direto para lá. O cheirinho de areia com água do mar trazido pela brisa fresca me veio a mente durante o conto todo. Curioso? Eu acho isso incrível.

Pessoalmente eu costumo usar comparações e muitas descrições para tentar incluir o leitor dentro da história. Mas com poucas palavras, você fez um trabalho bem melhor que o meu. Exemplo a ser seguido, sem sombra de dúvidas!

Parabéns pelo conto, foi o primeiro que li e espero que o demais sigam o mesmo padrão de qualidade! Boa sorte nos projetos futuros, nos vemos no próximo!


Vamos torcer por mais concorrentes nas próximas! ♥