DESAFIO JIKAN TACHINU #05: COMENTÁRIOS

22/02/2018



Nosso desafio foi maravilhoso, conhecemos o universo do Miyazaki e desbravamos os planos temporais tanto quanto os objetos mágicos. Nessa postagem, vocês conhecerão comentários que as histórias participantes receberam! Estão prontos?


VITTORIA CUNHA sobre: 
MATSU


O que mais gostou? R: Sem resposta. 

O que precisa ser melhorado? R: Sem resposta.

Mais um capítulo postado e você ainda não reuniu o casal da minha infância. Estou começando a ficar meio desesperada, sabia disso? Bom, afora os meus surtos de fã, vamos ao comentário referente ao capítulo.

Preciso confessar que fiquei encantada com a sensação de ansiedade que a história (mais especificamente a própria Chihiro) me transmitiu durante toda a leitura. A todo momento ela tenta se recordar de algo que está além da sua memória e enfatiza, sempre que a oportunidade surge, o quanto está a espera de algo muito importante, ainda que não saiba ou consiga exprimir em palavras o que é. Essa espera me gerou uma ansiedade tremenda, me fazendo ir além, tentando descobrir conjuntamente com a protagonista o que ela tanto esperava (embora intimamente eu já suspeitasse e ansiasse por isso).

Preciso confessar que fiquei encantada com a sensação de ansiedade que a história (mais especificamente a própria Chihiro) me transmitiu durante toda a leitura. A todo momento ela tenta se recordar de algo que está além da sua memória e enfatiza, sempre que a oportunidade surge, o quanto está a espera de algo muito importante, ainda que não saiba ou consiga exprimir em palavras o que é. Essa espera me gerou uma ansiedade tremenda, me fazendo ir além, tentando descobrir conjuntamente com a protagonista o que ela tanto esperava (embora intimamente eu já suspeitasse e ansiasse por isso).

Eu confesso que me admirei da forma como você optou por abordar os planos temporais. A memória (ou um pequeno fragmento dela) retornando de forma tão concreta como uma tela de cinema, que exibe cenas exclusivas aos olhos da protagonista, esbanja simplicidade e cumpre exatamente com aquilo que foi proposto no desafio.

"Recordava-se de algumas coisas, mas poucos nomes vinham à sua mente. Havia uma idosa. Ela se chamava Kamaji? Não, não fazia sentido. Lin? Também não era. Zeyuba. Não, estava misturando as coisas." Esse foi outro trecho que eu achei simplesmente incrível. Tornou a confusão da Chihiro, ainda que já descrita no texto, muito mais palpável e real, fazendo com que eu me imaginasse na pele dela. Pontos para você!

Não sei se pelo cansaço do longo dia, mas senti que o começo do capítulo ficou um pouquinho confuso e um tanto desconexo do do final do Capítulo 01. Na minha opinião, teria deixado a transição de um capítulo para o outro mais fluida se você tivesse feito um link, uma conexão mais explícita entre os dois. Afora esse detalhe (que sequer pode ser considerado um defeito), eu gostei bastante do capítulo e, como disse antes, estou morta de ansiedade pelos próximos acontecimentos. Que eles venham o que quanto antes! Beijos, nos vemos no próximo! 


CAMILLE PEZZINO sobre:
TWO HEARTS APART


O que mais gostou? R: O casal sendo explorado na medida do fanservice.

O que precisa ser melhorado? R: Alguns errinhos de concordância, frasal e, creio, narrativa.

Olá, rainha Vittoria. 

A piada não podia ser perdida, perdoa meus vacilos. Então, o que dizer dessa oneshot maravilhosa com esse casal incrível em uma cena romântica na floresta? É difícil colocar em palavras o quanto o service faz bem para quem é fã, porque são vontades e anseios em palavras. Palavras descritas por outra pessoa, mas que poderiam ser de todo um público.

Eu realmente gostei muito mesmo de como você criou a sua história, confesso que eu não lembro de algumas coisas e preciso rever Mononoke Hime, para tentar entender algumas reações da San, que eu achei estranhas a princípio, mas claramente é culpa minha, porque é uma história que faz dois anos que não tenho contato - sim, minha memória é péssima. Contudo, eu pontuei um errinho de narrativa que, mesmo não lembrando muito, incomodou.

A San ficaria constrangida por ter algo sexual com o San vivendo na natureza e não tendo os preceitos humanos? Nós nos envergonhamos de tudo que é sexual porque vivemos em uma sociedade que sexo é tabu, que tudo que está ligado a esse patamar deve ser escondido e não pronunciado. Isso não funciona com os animais, porque sexo é natural e parte de sua reprodução ou forma de mostrar amor. Ela poderia se sentir incomodada com o fato de não estranhar o toque, mas constrangimento? Eu não concordo não, justamente porque é uma noção social humana que aprendemos e não algo nosso, internalizado.

Com exceção desse aspecto, e que de fato não lembro mesmo as reações que estranhei se eram de fato pra eu estranhar, eu achei maravilhoso, porque você conseguiu transmitir nas cenas a emoção que tinha entre os dois e trouxe uma ideia real: do tempo fazer com que o amor se torne estranho, confuso e complexo, eu gostei muito, muito mesmo disso. Em relação a narrativa, eu gostei muito da sua diversividade vocabular e da sua forma de narrar em si, mas em alguns momentos - não vou lembrar agora, perdoa meus vacilos -, você teve alguns lapsos de repetição e de errinhos de concordância, acredito até que erros de digitação, lembro de reler algumas frases duas ou três vezes. Um deles era até numa parte que citava minutos, acho que era "minutos responsáveis", algo assim, mas eu não lembro direito porque me foquei na narrativa maravilhosa e na história fofa que se desenrolava pela minha tela.

Eu gostei muito do que você produziu e foi uma excelente homenagem ao Miyazaki o que você fez. Se o filme tivesse uma continuação, poderia ser assim. Obrigada mesmo, sua linda, por participar e ter uma história tão boa para apresentar. 


Vamos torcer por mais concorrentes nas próximas! ♥